sábado, 28 de junho de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Há Como Estar (HCE)

senfim e meios, descomeço; Se tirarmos da noite o infinito, temos céu da boca? Talvez se sêsse de notar que mosquitos carregam o mais pequeno na companhia do que existe

ser tão comum enfim começa a caminhar com o sol minguando a lida dos dias; Correndo heras conta o pouco da fortuna miserável dos outros, que não ele mesmo; assim veio Ninguém para casa, dizendo o descaminho de contar, a convite de alguém, o desnome dos banquetes que, ora em caverna, hora em ilha, um caolho de malícia não si percebeu do perigoso Ninguém e nhac! virou presa do impróprio de jantar.

(mas môsss, se fazer cidade pra aproximar fosse algo bom, não se juntava cumpadre para contar como cofrinho, se vendia em arroba, logo...)

Se sagaranhas tecem por travessias de terceiras margens? acho que por entremeios, não sendo direita ou esquerda, mas em corpo mesmo, rivero donde veredas se hardemonhizam sem corromper de todo o sensível; mapra-lá!? Mas môsss, in-fância não precisa usar os óculos de ferro e vidro de senhor douto pra ver simples por não carecer de fecho — menos inda de distância. Entre pensar e poder, ela se ave

E como?! Uai, dum bem de estar com gente tão estranha como nós e aceitar, de bom arado, o convite do morro enviado (aprender ouvir do silêncio espesso de uma pedra que a terra não pensa o que é, mas acontece em seu simples), e a passar ser-tão, enfim, com uns... e, de todos, com os ninguéns que correm o mundo (s)em margens

pois, há como estar, senfim, nonada


(nisso pousa num machado um canário, que ouve uma conversa)

— Olhem! É pedra e é sombra. Disse alguém
— Que nada, é só o mundo passando. Disse o outro
— O mundo? (disse o canário) O que se sabe do mundo!? O que vocês dizem?! Ha! O mundo, ah, o mundo, para vocês, do mundo, só sobrou um punhado de ilusão e mentira, tanto que estão a olhar um canário falar sobre o que pensa do mundo...

...e assim voou o canário pra fora da página

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Here Comes Everybode (HCE)

Hommage a James Juice Joyce

Talvez fosse pretensão demais que... talvez fosse pretensão que... talvez demais... talvez que fossemos... Entre o não se posso e o queira, houve um começo. Mas parecia extenso demais: paisagem em lista quase representável – punção de grafia indecifrável.

Muitos dedos, poucos corpos, muitas notas, nenhuma música ou retorno — diversão havia, mesmo se não houvesse a formalização equivocada, tabela-self-service- estruturada-geneticamente-arrajanda-com-deliciosos-flocos-crocantes-cobertos-com pernicioso-chocolate (se vê), a resmungar como se uma casa sem fiação elétrica: caverna pisca-olho que queria ser um arquipélago (uma ilha não, mas, se fosse “a”, talvez, talvez, talvez, cogita).

...e,

General Freud encontra Tolkien (ou seria um contrário: encontro da degustação esquizolingüística com a rosquinha-do-sêo-gualda?): o ânus, o anel para a todos dominar; tudo já foi dito, alguém disse – com incerto sorriso de Cheshire no ar.

“Um pouco de impossível, senão sufoco.”

Arquivo do indigesto, coleção de equívocos — ser ia. Ainda se pensava em esclarecer a natureza com ar(bóreocronossomos)-crivos. Agora, desde ontem, se expõe o segredinho sujo do “tapete com memória dos pelos” com duas pinças: uma separa e a outra expõe à luz.

An(d)a-lista-anda — diz o guarda.

Mas, “o que se passou?” O artificial foi tornado sensato; Confiável. Ilusão autônoma, franquia do mistério — olhar (d)o céu: organi(ci)zar a filial.

Matilha que pasta em grupos (“sou o peido!”, rumina fogo-flato para cu-frouxo). Escravos do fogo com “bom humor”. Ao menos o que dá azia de mais.

...e, ri-se (som de rizos)

Intensificam-se as fossilissensações de temporalidades pelo delírio montado sob medida. Viagem da superação: hagiografia — ou romance. Que(m), meu destino? Hadestinado! Território sem natureza, mistério sem epifania (Pois seria loucura...)

A-destinar-se: não é como perder lenço ou documento – pois, para limpar o esquecimento, tu deves colecionar lembranças de teus equívocos, deve limpar sua consciência com seu trapo de focinho, sua identidade será verde-muco, aqui só se entende “o” que se escreve, portanto, em-guarde! Mas, funciona? Só se eu quiser saber, depois.

Geologia da queda – ou, quanto um corpo pensa que pode? Pode pe(n)sar quanto saber? “ - Quanto? - Pode embrulhar.” Vai pra casa e come, come, come... package-men rumo ao umbigo do limbo, você recebeu a encomenda?! Não, fui ao analista!? Ah, sim, ninguém estava em casa depois de se exilar do tédio... Compreende-se, acontece. Duas da rosa e uma azul, para combinar com as meias e cuecas da mala. Caso piore, três pretas para não destoar do suspensório. E, em último caso, se quiser viajar, contrate um carregador para levar as camisas na hipótese e a mala na razão para não afetar sua coluna — que é sólida, mas pode ser abalada e deixá-lo em crise.

Livrai-me de mim, querido diário!!! Ah-deus-corpo. Notícias da saúde do porco: Digest reader’s digest. Como não serve para nada. Sobre livros de filosofia: popsssibilidade neo-pós-nuca (vide, boc@rrota). Mas... qual é mesmo a moral da fábula? – Tudo já foi dito. Pai, rogai pornôs, pois mamãe é uma mala frígida, desculpe por contar.

“Estou farto de semideuses” disse alguém que não se importa para o corpo.

Enquanto isso, na sala de justiça, voluntários do hoje proclamam a suspensão voluntária da descrença enquanto se masturbam. “Se preferirá querer ao nada que em nada querer – pois o deserto é um lugar calmo”; “Clark, que quente! Mas, se você for para lá, não te acha nem o super-homem”.

Dos usos da decadência. E foi dito: vaidade em carne dada chamada gente – não se olhe com os dentes. “Ei, você! Vou te dar nome. Para mim, será... ousadia covarde, o anjo barroco porca-mente estetizado com pau pequeno e cara de peter-o-pão. In nomini, introibo ad altare…”

Amesquinha(mo)mento. Procissão dos ovos: cada qual à sua maneira, mas em frente, sempre, altivos, rolando o amanhã para a frente (mas a de trás). Imagem de imagem sem imagens (simples: não precisar ser representável, mas um há, talvez natural, pois não se precisa saber tudo) — eletrosfereodrama de ponta macia rolla-on da banda inssurreição-refém em videoclips para agenda personalizada.

Rufossos, gaguejante, olha um ruído, como não se houve e sente: murmurrio, ruído sem filtro, lixeratura, litteratoa, litterosfera, redetritosfera, mecanosfora. What’s there!? How, there?! Are we there yet?

(IA!!! IA!!! IA!!! responde o burrico bigodudo)

domingo, 23 de março de 2008

Genealogias amorais: de onde nasceram aquelas figuras que você nunca conseguiu conceber de onde vieram

Yoko Ono childhood: getting back to the genesis in the jungle?

Foi divulgado nesta sexta-feira, pela agência de no-tícias Weird-o Express, que Yoko Ono seria filha de uma relação sexual não consensual entre um chimpanzé e Maria Bethânia, durante uma turnê (não se sabe de qual das partes) na década de 60.

Não se sabe, até o presente, em quais circunstâncias se deu o "(y)okorrido", mas é de conhecimento público que tal ato hediondo contra a humanidade e o mundo das artes acarretou a bocilização de John Lennon e o fim dos "Beastles".

Ao ser procurada em sua residência pelo Gonzo Zine para comentar essa possível genealogia familiar, Yoko se contentou (enquanto comia calmamente uma banana) em dizer um displicente "get back to where you once belong" a nossa equipe de reportagem.

Compare você mesmo:




quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A Chuva como Limonada e Irrepresentação


Inicia a sua vinda, clima.
Limonada pode nos mostrar quando brilha e
a chuva deles é escondida.
SOL MORTO!
o você, a mente, tempestade, vendaval - brilho.
Tudo pode lhe mostrar muito bem!

Mesmo assim, a vinda da chuva quando eles brilham
e você pode me ouvir chuvando enquanto corre.
Você pode ouvir o estado 'eu'?
Tudo bem.
E brilha.
A chuva deles é você.

o Sol vem bem,
e a chuva deles brilha, brilha como se fosse adentrar se aquela mente
fosse sua lata, bem como me escorregam sombrio
eles não ouvem de mim...
pingar, realmente, não demonstra.

(feat.: Sprite em cima de um guarda-chuva. Hein? Achou ruim? Foda-se você. Isso não é um quadro, é um monte de zeros e uns interpretados por uma máquina que espera que eu interprete o que me foi passado. E eu assim interpretei.)

Se o sexo for uma arte, que seja visual.




AXE________DOR
SXE ________DE

EXE ________DAR
XXX _______ XXX
SUADO _____ORADO

SEXUADO ___ADORADO
AOSEXOSUADO __EDOÍDO
ASEXUADO __EDOMADO




(feat.: Jovem Virgem Autosodomizada Pelos
Próprios Cornos de Sua Castidade. 1954. Óleo em tela 40.5 x 30.5 cm.)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Como cobrir um evento no qual você não esteve presente ou o Jornalismo nos Campos de Morango

Se há algo que vai acabar antes do vinil, antes da fitinha k7, antes do lsd puro (ops, esse já acabou), antes do vhs, antes do jornal impresso e imundo, antes dos cines pornô de centro da cidade... é a cobertura jornalística como experiência e vivência de fatos e acontecimentos: a graça do jornalismo.

Estamos na era do virtual, isto significa: sentir sem sentir, ver sem ver, tanger sem tanger, fazer sem fazer. É o paradigma dos Campos de Morango Para Sempre, onde "nada é real e não há nada para se abraçar". Basta meia hora conectado ao universo amplo da rede para tomar conhecimento do que se passa no mundo e fazer sua home-made cobertura no seu home-made blog esperando home-made comentários que fazem a engrenagem da interatividade funcionar.

INTERMISSION para INTERATIVIDADE:
E que coisa maravilhosa a interatividade! É uma palavra tão interativa! A começar pela etimologia temos interação, palavra originária que mescla o prefixo latino 'inter' conectado à palavra, também latina, 'ação' que significa uma ação mútua, recíproca. Troca-se ação por atividade, temos a interatividade, uma atividade recíproca,
uma relação entre agentes. O que é de certa forma irônico na interatividade é que ela também não é real. Ela é inversamente proporcional ao tangível e sua funcionalidade depende do distanciamento entre os agentes; quanto mais nos enfurnamos no nosso cafofo e trocamos palavras em forma de código binário com nomes e números numa tela, mais estamos sendo inter-ativos (menos estamos sendo real(mente)-ativos). Será que interatividade não deveria chamar fakeatividade? Pelo menos a etimologia não seria demasiada irônica.

Voltando aos Campos de Morango, é muito mais fácil viver com os olhos fechados e, conseqüentemente, muito mais fácil cobrir um evento sem precisar se deslocar até o local, buscar fontes, vivenciar, experimentar... (e obviamente, mais fácil não é sinônimo de mais divertido) Atualmente ignoramos Sextus Empiricus, Ockham, Bacon, Locke e 2 milênios de filosofia e empirismo. Nihil est in intellectu, quod non prius fuerit in sensu é uma falácia quando o "sensu" não está mais ligado ao real (real como tangência), mas ao sensu-virtual de situações, imagens, vivências criadas em laboratório e enviadas diretamente ao nosso cérebro. Até o processamento é facilitado, a digestão se torna mais fácil. É como tomar pílulas ao invés de comer um frango inteiro, desossando e mastigando com uma prazerosa dificuldade. Talvez pelo fato de que a quantidade tem aumentado, então se faz necessário reestruturar o processo, de forma reduzir o tamanho sem perder o amontoado de proteínas e vitaminas; o conteúdo que dá força e vigor.

Após alimentado com tudo que circunda o assunto (nada que uma pesquisa no google / wikipedia não resolva), as fontes não devem ser esquecidas. Não há nada mais incompleto que uma cobertura sem fontes (de um acidente aéreo de grandes proporções a uma partida de sinuca do boteco da esquina). E quer lugar mais fácil de encontrar fontes do que na internet? É aí que voltamos à interatividade (ah! palavra LINDA!): a Mecca da picaretagem, a falsidade ideológica não prevista em lei: INTER-ATIVIDADE. Orkut, MSN, Yahoo, G-Talk, Chat... lotados de fontes ávidas pelos holofotes. São os
"warhol's 15 minutes of fame". Num mundo sem imagens, sem faces... todos buscam o que falta, todos têm uma imagem, uma face, moldada, construída para suprir aquilo que lhe falta e para os leitores mais adaptados da matrix, eles conseguem conhecer pessoas (ou fontes) pela internet utilizando esse raciocínio: a pessoa-virtual é o que lhe falta, então a pessoa-real é a peça que encaixa e que é deixada de mencionar na imagem que é criada. Dependendo do nível de picaretagem nem é necessário ter toda essa perícia para lidar com as fontes virtuais, basta procurar nos grupos de interesse relacionados com a sua cobertura.

Definitivamente, não há mais porque lidar com o jornalismo da forma que nossos professores lidavam. A hipermodernidade supersônica e com corte de verbas não permite que a apuração reportagem tenha como método mais importante a cobertura local; no jornalismo televisivo externa é luxo, no impresso e radiofônico é inexistente. Nem mesmo as pautas, guiadas pelos interesses da nova gama de público alvo requerem isso mais, visto que ninguém se importa mais com a perspectiva impessoal e imparcial do jornalismo. Em voga está a cobertura pessoal e parcial, a opinião da pessoa-jornalista é tão importante que é tomada como base e tida como norte de quem lê e se simpatiza com fulano e sicrano. É o jornalismo com nome, documento e, CLARO, imagem.

O quarto poder não mais tem o papel de criador de opinião, mas se tornou uma máquina de reproduzi-las, já que ninguém mais tem tempo e preocupação de desenvolver sua própria embasada no que lê. A verossimilhança de uma perspectiva pessoal e parcial é importante para o público alvo porque assim eles não precisam desenvolver sua própria parcialidade e pessoalidade. Máquina de criar Verdade (no singular e com V maiúsculo). E, no final das contas quem liga se são fakes ou não? Vale lembrar que ainda estamos nos Campos de Morango (e não era "Para Sempre"?)

Chapter V: The Super Mass-Man against the cruel Übersmench

The monstrous Übersmench and his invincible “wille zur macht” have came back to terrorize the plan of Mankind Consciousness.
“Is there a way out to this vicious paradigm of apollonian spirit?” that was Dr. Übersmench’s primal doubt. He wanted so bad to find out a way to break this course of thought that he passed through the cord that linked the monkey to the superman. He became one, his will to power extended so much that he couldn’t control it anymore. Nevertheless, there was something Dr. Übersmench didn’t count on: The reality principle!
From this strange force, the dichotomy showed its other side. The dominant force at the actual paradigm noticed Dr. Übersmench’s ambition and came to rescue Mankind Consciousness. Our super hero was called The Super Mass-Man…

domingo, 21 de outubro de 2007

Uma noite num tempo de vida.

não é estranho quando você sai e o céu tá de um jeito e você pega o caminho de volta e o céu tá do mesmo jeito. passou mesmo um dia? ou nada passou e a sua percepção de tempo foi tão alterada pelas adversidades da vida, que você mal se lembra de onde começou e pra onde está terminando?